Do prato ao Território
Centro Cultural da UFRGS
01 de setembro de 2026
08h30 às 17h30
Agenda Manhã
08:30 - 09:00 — Credenciamento e recepção
09:00 - 09:30 — Abertura e boas-vindas
09:30 - 10:30 — Palestra: Emergências climáticas e segurança alimentar de povos e comunidades tradicionais
10:30 - 10:45 — Intervalo
10:45 - 12:00 — Mesa-redonda: Experiências e estratégias comunitárias de enfrentamento à insegurança alimentar
Agenda Tarde
13:30 - 14:30 — Palestra: Conceitos e princípios da Vigilância Popular em Sa úde
14:30 - 15:30 — Oficina prática: Construindo fluxos comunitários de vigilância e notificação
15:30 - 15:45 — Intervalo
15:45 - 17:00 — Roda de conversa: Articulação entre serviços de saúde, movimentos sociais e comunidades
17:00 - 17:30 — Encerramento, avaliação do evento e encaminhamentos
BASE CONCEITUAL
BEM VIVER
É uma cosmovisão biocêntrica originária de povos latino-americanos que substitui a relação de dominação pela ética do cuidado e de conexão com a Terra. Propõe o enfrentamento da crise multidimensional que vivemos por meio do equilíbrio, da reciprocidade, solidariedade e da celebração da diversidade da vida, ouvindo as vozes e os saberes sistematicamente silenciados por séculos para superação da lógica colonial desenvolvimentista em direção a um projeto civilizatório regenerativo.
INTERSECCIONALIDADE
É uma ferramenta analítica para compreender as desigualdades contemporâneas e construir estratégias de resistência que reconheçam a complexidade das experiências humanas em sua integralidade. Ela revela como diferentes sistemas de opressão – raça, gênero, classe, sexualidade, território – se entrecruzam e se potencializam mutuamente, produzindo um elo intrincado de vulnerabilidades para grupos historicamente marginalizados, a exemplo do racismo ambiental.
ECOLOGIA DE SABERES
Epistemologia que reconhece a coexistência e o diálogo horizontal entre diferentes formas de conhecimento, como o científico e o popular. Essa perspectiva propõe que todos os conhecimentos possuem limites e incompletudes, sendo necessário diálogo intercultural para fortalecer a capacidade de transformar realidades no contexto das lutas sociais
EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS
Manifestação aguda e intensificada das mudanças climáticas, caracterizada por eventos extremos que demandam respostas imediatas para proteger vidas, ecossistemas e territórios. Esses fenômenos – como secas prolongadas, enchentes devastadoras, ondas de calor extremo e tempestades severas – transcendem a dimensão ambiental, configurando-se como crises sociais, econômicas e sanitárias que afetam desproporcionalmente as populações vulnerabilizadas
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
É o ato político de intervir no mundo como sujeito histórico, com o objetivo de transformá-lo. Impulsiona a práxis em sua dimensão coletiva e pressupõe o exercício ativo da cidadania com o envolvimento direto dos cidadãos nos processos decisórios que afetam suas vidas e comunidades, buscando a inclusão efetiva dos diversos grupos sociais na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas. Constitui-se como pilar fundamental da democracia, promovendo a corresponsabilidade entre Estado e sociedade na construção do bem comum e no fortalecimento da esfera pública.
JUSTIÇA CLIMÁTICA
A justiça climática reconhece que as mudanças climáticas afetam de maneira desigual a diferentes populações, como as mais pobres e vulnerabilizadas. Aqueles que menos contribuíram para a crise são os mais impactados por ela e devem ter apoio para lidar com seus efeitos. Além disso, ela busca garantir a participação de todos os grupos sociais, especialmente os mais vulnerabilizados, nas decisões sobre o clima e a transição para um futuro sustentável.
RECOMENDAÇÕES DE RESTAURATES
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"A saúde popular é o pilar da nossa resistência e a vigilância coletiva é o nosso novo território de luta."
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